Três maneiras de se comportar

A assertividade é o melhor comportamento para todas as ocasiões?



Como prometido, aqui está o artigo sobre o uso da assertividade em relacionamentos interpessoais. Existem três maneiras de se comportar: A forma assertiva, a forma não-assertiva e a forma agressiva.


A forma assertiva é aquela onde a pessoa é capaz de agir em seu próprio interesse, declarando com clareza e honestidade o que quer. Consegue expressar seus sentimentos sinceros sem constrangimento e exercita seus direitos sem negar seus deveres. É aberta e flexível e leva em conta o bem estar e as necessidades das outras pessoas, sem coagi-las em benefício próprio.


A forma Não-assertiva é aquela que busca evitar conflitos e confrontos, mesmo que isso signifique que a outra pessoa “vença” ou que esteja desconsiderando as suas próprias necessidades.


A forma Agressiva visa sempre vencer, sem se importar com as necessidades da outra pessoa em relação. Usa a coação para ter suas necessidades atendidas.


Uma mesma pessoa pode usar as 3 maneiras de se comportar, variando de acordo com a situação em que se encontra.


Estudos vem mostrando a importância da assertividade para a qualidade dos relacionamentos interpessoais, mas será que devemos usar a forma assertiva em TODAS as ocasiões?


A resposta é Não! Usar a forma assertiva também tem seus riscos, devemos calcular cuidadosamente se na situação específica devemos ser assertivos, não-assertivos ou até mesmo agressivos.


Devemos nos perguntar sobre as consequências, vejamos o exemplo:


Luiz está organizando um projeto e convida sua amiga Ana para ajuda-lo. Ana questiona qual ajuda que Luiz espera dela e descobre que é mais do que pode oferecer, pois já tem muitas tarefas a cumprir naquela semana.


Ana ao medir as consequências percebe pode usar da assertividade e não aceitar o projeto, pois não irá dar conta porque estará muito ocupada. Por outro lado agindo de forma não-assertiva poderia ter aceito o trabalho e ficar ressentida e desconfortável durante todo o processo por não ter conseguido negar para evitar conflitos. E ainda poderia ter agido de forma agressiva onde os dois sentiriam emoções desagradáveis.


Neste caso o comportamento assertivo é o mais adequado.


Mas vejamos este outro exemplo:


Marisa trabalha em uma empresa e seu chefe a convida para uma reunião de negócios em um restaurante onde normalmente a comida é excelente, mas ao degusta-la percebe que está intragável, enquanto isso, seu chefe elogia o prato que degusta.


Ao medir as consequências Marisa chega as seguintes opções: De forma assertiva poderia reclamar com o gerente do estabelecimento e solicitar que trocasse o prato, mas isso poderia deixar o seu superior embaraçado. Por outro lado poderia não dizer nada, agindo de forma não-assertiva para evitar um conflito, ainda que fosse comer algo que não a agradou. E ainda poderia agir de forma agressiva reclamando do estabelecimento com o seu superior e devolvendo o prato.


Neste caso, o comportamento mais adequado é o não-assertivo. Marisa comeria o quanto fosse possível e sairia com a resposta de que se sente satisfeita. Na hora de se despedir elogiaria o jantar delicioso e receberia o Feedback positivo pela ajuda nos projetos, já que esta era a prioridade.


Como podem observar as situações exigem diferentes comportamentos e nem sempre o comportamento adequado será o uso da assertividade.

Devemos ter sensibilidade para avaliar as circunstancias e consequências.

“Ser assertivo significa ter a escolha de como se comportar e não sentir-se obrigado a comportar-se assertivamente em todas as situações.“ (Stewart, 1996)
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Recreio dos Bandeirantes - RJ

Psicóloga Emanuelle Mendes

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