O famoso "gelo" é uma boa ferramenta para solucionar conflitos?

Muitas pessoas ao se depararem com um momento crítico em seu relacionamento, onde os conflitos se tornam frequentes, usam a negação de contato íntimo como estratégia para atingir um objetivo pessoal, o famoso “gelo”.

Diante das ofertas de afeto do cônjuge essas pessoas negam o contato de diferentes formas - muitas vezes sem perceber - seja levantando do sofá para pegar algo na geladeira e ao retornar à sala senta-se em outra cadeira; seja dando o rosto ao ser invitada à um beijo para não borrar o batom; seja negando relações sexuais, ou até mesmo usando a comunicação de forma inadequada, com respostas agressivas.

Ao longo do tempo, a rejeição diante de ofertas de afeto torna-se insustentável e a conexão entre o casal passa a diminuir.

Um estudo publicado no Journal of Sex and Medicine, mostra que a falta de reciprocidade sexual e emocional geram insatisfação com a intimidade no casamento e está diretamente relacionada com a motivação para o envolvimento extraconjugal, como uma busca de preencher essas necessidades não atendidas.

Visando os dados colocados acima e pensando na reflexão inicial do texto, que é a negação de contato íntimo, vamos refletir...

Será uma estratégia eficaz rejeitar contato íntimo, uma vez observado que esse comportamento irá gerar insatisfação com a intimidade e contribuirá para os conflitos?

Se você concorda comigo e respondeu que não, deixarei algumas dicas:

O primeiro passo é reconhecer que nos últimos tempos você tem resistido as ofertas de conexão do seu par. Tente lembrar de situações que você rejeitou de forma consciente ou até mesmo sem perceber o afeto do seu cônjuge.

O segundo passo é buscar compreender quais motivos estão te levando a resistir as ofertas de conexão com o seu par. É hora de pegar um papel e caneta e fazer uma lista... (Se parecer difícil, a terapia pode lhe dar uma grande ajuda).

O terceiro passo é se atentar as suas necessidades e comunicar ao seu par suas necessidades que não estão sendo atendidas. Lembre-se de só falar de uma insatisfação conversa, por mais que para você a resolução tenha sido fácil, para o seu par pode ter sido muito desgastante, então lembre-se que pausas entre conversas também é uma estratégia importante na resolução de conflitos.

Lembre-se que o foco precisa estar na resolução, não no problema atual.

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Recreio dos Bandeirantes - RJ

Psicóloga Emanuelle Mendes

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